Crônicas do Joaquim

Joaquim Ferreira dos Santos entrou no mundo das crônicas pela leitura dos textos de Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos na revista Manchete dos anos 1960. As primeiras músicas, ouviu pela Rádio Nacional dos anos 1950. Jornalista desde 1969, trabalhou nos principais jornais e revistas brasileiros. No programa, ele mistura as duas influências e costura o texto, curto e leve, com vinhetas musicais. Publicou três livros de crônicas (O que as mulheres procuram na bolsa, Em busca do borogodó perdido e Minhas amigas) e quatro de não-ficção (Um homem chamado Maria, Feliz 1958 - O ano que não devia acabar, Leila Diniz - Uma revolução na praia e Enquanto houver champanhe, há esperança - Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral). Também organizou o livro As cem melhores crônicas brasileiras.

A história de uma voz romântica

A história de uma voz romântica

Evaldo Braga é tema da biografia Eu não sou lixo, de Gonçalo Junior. O cantor teria sido abandonado numa lixeira pela mãe, a quem passou a vida procurando. O título do livro é o mesmo de uma canção sua e, segundo Joaquim Ferreira dos Santos, vale como um grito de protesto contra...

17.05.2017

Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

A morte de Belchior trouxe novamente à tona as rusgas entre artistas cearenses e os tropicalistas baianos nos anos 1970. Joaquim Ferreira dos Santos recorda a história. Houve momentos de trégua, como uma parceria entre Gilberto Gil e Belchior.

05.05.2017

Do Tremendão ao Todo Feio

Do Tremendão ao Todo Feio

Ao contrário dos vergonhosos apelidos pelos quais os políticos são identificados na lista da Odebrecht, na música popular os codinomes eram dados e recebidos com carinho, como destaca Joaquim Ferreira dos Santos. Tremendão, Sapoti, Marrom, Enluarada e Ternurinha estão entre os exemplos.

21.04.2017

Mario Reis: das melindrosas às empoderadas

Mario Reis: das melindrosas às empoderadas

Os desenhos de J. Carlos têm na voz de Mario Reis sua mais perfeita trilha sonora. Melindrosas no traço do artista, as mulheres agora estão empoderadas, mas o estilo macio do cantor não envelhece, afirma Joaquim Ferreira dos Santos.

07.04.2017

A carne é fraca, mas dá música

A carne é fraca, mas dá música

A carne também foi problema em 1959, quando o sucesso da marchinha Boi da cara preta, com Jackson do Pandeiro, fez parte da população entrar na brincadeira preconceituosa e acreditar que comer alimento resultava em perda da masculinidade para os homens. Joaquim Ferreira dos Santos...

24.03.2017

Precisamos falar de Rubens Bassini

Precisamos falar de Rubens Bassini

Rubens Bassini é um daqueles nomes que apareciam em letras pequenas nas contracapas de discos. Mas é preciso falar desse percussionista carioca que imprimiu sua marca no sambalanço e morreu com apenas 48 anos.

10.03.2017

Malandragem, dá um tempo: 90 anos de Bezerra da Silva

Malandragem, dá um tempo: 90 anos de Bezerra da Silva

Bezerra da Silva já era adulto quando determinou que nascera num 23 de fevereiro. Sendo assim, teria completado 90 anos. Foi um Bob Dylan dos pobres, diz Joaquim Ferreira dos Santos. Um cronista de morros que não ficavam pertinho do céu, mas do inferno.

24.02.2017

No tempo de Blecaute, Cinco Crioulos e Bola Sete

No tempo de Blecaute, Cinco Crioulos e Bola Sete

Músicos já adotaram nomes hoje consideradas racistas, como Blecaute (foto), Gasolina, Bola Sete e Cinco Crioulos. Joaquim Ferreira dos Santos especula em sua crônica o que pode acontecer com esses artistas em tempos de revisão histórica.

10.02.2017