Crônicas do Joaquim

Joaquim Ferreira dos Santos entrou no mundo das crônicas pela leitura dos textos de Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos na revista Manchete dos anos 1960. As primeiras músicas, ouviu pela Rádio Nacional dos anos 1950. Jornalista desde 1969, trabalhou nos principais jornais e revistas brasileiros. No programa, ele mistura as duas influências e costura o texto, curto e leve, com vinhetas musicais. Publicou três livros de crônicas (O que as mulheres procuram na bolsa, Em busca do borogodó perdido e Minhas amigas) e quatro de não-ficção (Um homem chamado Maria, Feliz 1958 - O ano que não devia acabar, Leila Diniz - Uma revolução na praia e Enquanto houver champanhe, há esperança - Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral). Também organizou o livro As cem melhores crônicas brasileiras.

Os “malditos”: Luiz Melodia apresenta Sérgio Sampaio

Os “malditos”: Luiz Melodia apresenta Sérgio Sampaio

Ao longo da carreira, Luiz Melodia gravou quatro composições de Sérgio Sampaio, inclusive em seu último disco, de 2014. Sabia do enorme talento do amigo capixaba, morto no ostracismo em 1994. O carioca, pelo menos, partiu tendo seu valor reconhecido.

11.08.2017

Lima Barreto desafina o coro da música

Lima Barreto desafina o coro da música

As crônicas de Lima Barreto mostram que ele fazia restrições à música popular, como aponta Joaquim Ferreira dos Santos. Gostava das modinhas, elogiava Catulo da Paixão Cearense, mas implicava com o piano tocado nos salões da burguesia e não chegou a se aproximar do samba.

14.07.2017

O tropicalismo de Antonio Carlos e Jocafi

O tropicalismo de Antonio Carlos e Jocafi

Nos 50 anos do movimento tropicalista, falta incluir entre seus discos mais interessantes o Mudei de ideia, que os baianos Antonio Carlos e Jocafi gravaram em 1971. Só o preconceito pode explicar o silêncio sobre esse trabalho, diz Joaquim Ferreira dos Santos.

30.06.2017

O sargento Pimenta e o general Cesar Villela

O sargento Pimenta e o general Cesar Villela

Antes de Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, o disco dos Beatles que está completando 50 anos, álbuns brasileiros já exibiam letras na contracapa e tinham sofisticados projetos gráficos, graças principalmente ao artista Cesar G. Villela, como conta Joaquim Ferreira dos Santos.

16.06.2017

A Diamantina de Chichico Alkmim e Milton Nascimento

A Diamantina de Chichico Alkmim e Milton Nascimento

As fotos da mineira Diamantina feitas por Chichico Alkmin, na primeira metade do século XX, e expostas no IMS-RJ indicam esperança no que seria o Brasil. Já a canção Beco do Mota faz um retrato sombrio do país sob o regime militar. Joaquim Ferreira dos Santos comenta as duas visões.

02.06.2017

A história de uma voz romântica

A história de uma voz romântica

Evaldo Braga é tema da biografia Eu não sou lixo, de Gonçalo Junior. O cantor teria sido abandonado numa lixeira pela mãe, a quem passou a vida procurando. O título do livro é o mesmo de uma canção sua e, segundo Joaquim Ferreira dos Santos, vale como um grito de protesto contra...

17.05.2017

Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

Belchior x Caetano, Ceará x Bahia

A morte de Belchior trouxe novamente à tona as rusgas entre artistas cearenses e os tropicalistas baianos nos anos 1970. Joaquim Ferreira dos Santos recorda a história. Houve momentos de trégua, como uma parceria entre Gilberto Gil e Belchior.

05.05.2017

Do Tremendão ao Todo Feio

Do Tremendão ao Todo Feio

Ao contrário dos vergonhosos apelidos pelos quais os políticos são identificados na lista da Odebrecht, na música popular os codinomes eram dados e recebidos com carinho, como destaca Joaquim Ferreira dos Santos. Tremendão, Sapoti, Marrom, Enluarada e Ternurinha estão entre os exemplos.

21.04.2017