Quando morreu, há 30 anos, Aracy de Almeida (1914-1988) era conhecida como jurada do programa de calouros de Silvio Santos. Mas ela foi uma das maiores cantoras brasileiras. A história dessa artista de voz e temperamento marcantes é contada em detalhes no documentário Aracy de Almeida é coisa nossa – A bossa e o veneno do Samba em Pessoa.
Em nove episódios, os pesquisadores e cantores Rodrigo Alzuguir e Pedro Paulo Malta (também responsáveis por outra série da Batuta lançada em 2018, Eu também tô aí – Os 100 anos de Geraldo Pereira) narram a vida da Aracy desde a infância no subúrbio carioca. Seus pais, religiosos, não queriam que ela cantasse. Mas o talento prevaleceu e, com apoio de Noel Rosa, ela iniciou a carreira em 1934.
Consagrou-se como a mais importante intérprete da obra de Noel, tendo lançado músicas como Palpite infeliz, Último desejo e Três apitos. Versátil, também fez sucesso com marchinhas carnavalescas, canções de fossa e sambas de “telecoteco”, com muito balanço. Inteligente, boêmia, amiga de malandros e intelectuais, Aracy era sarcástica, autora de frases divertidíssimas.
A série tem 126 músicas. Há áudios com entrevistas de Aracy e depoimentos dela lidos por três cantores ligados ao seu repertório: Cristina Buarque, Olivia Byington e Marcos Sacramento.

 

Concepção, pesquisa e apresentação: Rodrigo Alzuguir e Pedro Paulo Malta

Edição: Filipe Di Castro

 

 

Este trabalho é dedicado a Herminio Bello de Carvalho, Sérgio Cabral (pai) e Rodrigo Faour

Participação especial e locuções: Cristina Buarque, Marcos Sacramento e Olivia Byington

Agradecimentos: Paulo César de Andrade e a todos aqueles que colaboraram direta e indiretamente para a realização deste trabalho

Agradecimento especial: Gilberto Inácio Gonçalves