Neste documentário em 11 capítulos, sem precedentes no rádio brasileiro, o jornalista João Máximo detalha porque George Gershwin não foi apenas um compositor americano, mas “o” compositor americano. Segundo o maestro Leonard Bernstein, trata-se de “uma das maiores vozes já surgidas na história da cultura urbana dos Estados Unidos”.

Quando morreu, há 80 anos, em 11 de julho de 1937, Gershwin não era a unanimidade que se tornaria. Parte dos críticos o fustigava. Mas já era reconhecido como um grande tradutor das diferenças que marcam a formação da nação que seus pais, judeus russos, adotaram como sua. Uniu na sua obra matérias-primas diversas como blues, canções judaicas, ragtime e repertório clássico; fez a passagem da música popular para a sala de concerto; e sacudiu o terreno lírico com uma ópera de personagens e sons negros.

Criou, na maioria das vezes com letras de seu irmão Ira Gershwin, canções eternas como The man I love, Summertime e Someone to watch over me. Se não tivesse morrido com 38 anos, vítima de um tumor no cérebro, teria criado muito mais. O que fez já é um fascinante retrato do século XX, como João Máximo mostra em 11 episódios recheados de gravações raras.

Concepção, roteiro e apresentação: João Máximo

Edição: Filipe Di Castro

 

Confira outros documentários de João Máximo: Cole Porter – O homem e suas canções e Frank Sinatra – A voz do século XX.