Em trecho de seu famoso depoimento ao Museu da Imagem e do Som, reproduzido neste segundo episódio, Jacob do Bandolim se orgulha de dizer que nunca viveu de música. Foi vendedor ambulante dos produtos mais diversos e depois se firmou como escrevente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Mas era um amador rigoroso, que organizava saraus em sua casa nos quais não era permitido conversar, pois o objetivo ali era tocar. E que não tolerava erros dos outros. Implicava com Pixinguinha, que “tocava com qualquer um”, como recorda Paulinho da Viola em entrevista. O episódio também conta com depoimentos de Hermínio Bello de Carvalho e Déo Rian. E termina com um movimento da histórica suíte Retratos, que Radamés Gnattali compôs pensando em Jacob como solista. O intérprete escreveu carta emocionada para seu amigo compositor.

Repertório

Horas vagas (Jacob do Bandolim) – Déo Rian – trecho

Feia (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim

Noites cariocas (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim e outros em gravação caseira, lançada em LP

Pastora dos olhos castanhos (Horondino Silva e Alberto Ribeiro) – Jacob do Bandolim e Cesar Faria em gravação caseira – trecho

Retratos (1º movimento: Pixinguinha) (Radamés Gnattali) – Jacob do Bandolim e orquestra

 

Apresentação e roteiro: Pedro Paulo Malta

Concepção: Paulo Aragão, Marcílio Lopes e Pedro Aragão

Colaboração: Lucas Nobile

Edição: Filipe Di Castro

Apoio: Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro