“Eu acho o bandolim um instrumento muito do enjoado, sabe?”. Quem disse esta frase foi ele, Jacob do Bandolim, no depoimento dado ao Museu da Imagem e do Som em fevereiro de 1967. Jacob, porém, mudou a sonoridade “enjoada” (“aquele trinado, aquele negócio que lembra bandolim napolitano”), criando um novo padrão, uma nova expressividade. A partir dele, tocar bandolim se tornou algo diferente. Roteiristas da série, os bandolinistas Marcílio Lopes e Pedro Aragão explicam o estilo de Jacob e as transformações que ele promoveu. Um exemplo concreto é Vibrações, uma de suas principais composições, gravada em 1967 do lado do célebre conjunto Época de Ouro: Dino (violão de sete cordas), Cesar Faria e Carlinhos Leite (violões de seis), Jonas Pereira da Silva (cavaquinho) e Gilberto D’Ávila (pandeiro).

Repertório

Dolente (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim

Caprichos do destino (Pedro Caetano e Claudionor Cruz) – Jacob do Bandolim

Sentimento oculto (Pixinguinha) – Jacob do Bandolim

Vibrações (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim

 

Apresentação e roteiro: Pedro Paulo Malta

Concepção: Paulo Aragão, Marcílio Lopes e Pedro Aragão

Colaboração: Lucas Nobile

Edição: Filipe Di Castro

Apoio: Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro