Elizeth Cardoso só estreou em discos aos 30 anos, em 1950. Antes, porém, já tinha conhecido Tia Ciata, Pixinguinha, Noel Rosa, tentado a sorte no rádio, além de fazer vários trabalhos para conseguir viver, como o de táxi-girl, acompanhando homens que queriam bailar no Dancing Avenida, no Rio. João Máximo narra esse percurso difícil e conta que, se dependesse de Irineu Garcia, do selo Festa, a intérprete de Canção do amor demais seria Dolores Duran. Como ela pediu um cachê alto, prevaleceu a vontade de Tom e Vinicius. Ou seja, Elizeth. De origem pobre e com vibratos na voz, ela não combinava com o que seria a bossa nova, mas foi importante no início dessa história.

Repertório

Jamais (Jacob do Bandolim e Luiz Bittencourt) – Elizeth Cardoso

Canção de amor (Elano de Paula e Chocolate) – Elizeth Cardoso

O amor é uma canção (José Maria de Abreu e Jair Amorim) – Elizeth Cardoso

Ai, Ioiô (Linda flor) (Henrique Vogeler, Luiz Peixoto e Marques Porto) – Elizeth Cardoso

Folhas no ar (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho) – Elizeth Cardoso

Sinfonia do Rio de Janeiro (Antonio Carlos Jobim e Billy Blanco) – trecho de Elizeth Cardoso e Dick Farney

Demais (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Elizeth Cardoso à capela

Amor e lágrimas (Claudio Santoro e Vinicius de Moraes) – Elizeth Cardoso

Lembre-se (Moacir Santos e Vinicius de Moraes) – Elizeth Cardoso

Manhã de carnaval (Luiz Bonfá e Antonio Maria) – Elizeth Cardoso

 

Roteiro e apresentação: João Máximo

Edição: Filipe Di Castro