Jacob foi um nacionalista, um defensor do que enxergava ser autenticamente brasileiro na nossa música. Filiou-se assim ao time de Almirante, radialista e cantor de quem sempre foi muito próximo. O programa de rádio O Pessoal da Velha Guarda, no ar entre 1947 e 1952, foi uma referência importante para o bandolinista, e o repertório era repleto de músicas do final do século XIX e do início do XX. Entre os intérpretes no estúdio, Pixinguinha e Benedito Lacerda. Além de grande amigo, Pixinguinha também era um ídolo, representante maior dos primórdios do choro, tempo admirado por Jacob porque as influências estrangeiras seriam menores. Atacou a bossa nova e chegou a dizer que o choro estava condenado à morte. No entanto, sempre modernizou o repertório do passado ao interpretá-lo, atualizando-o ritmicamente para o século XX, como destaca Paulo Aragão em comentário no programa.

Repertório

Nostalgia (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim

Santinha (Anacleto de Medeiros) – Jacob do Bandolim

Hilda (Teu beijo) (Mário Álvares da Conceição) – Jacob do Bandolim

Coralina (Albertino Pimentel, vulgo Carramona) – Jacob do Bandolim

Ingênuo (Pixinguinha) – Jacob do Bandolim

 

Apresentação e roteiro: Pedro Paulo Malta

Concepção: Paulo Aragão, Marcílio Lopes e Pedro Aragão

Colaboração: Lucas Nobile

Edição: Filipe Di Castro

Apoio: Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro