Os irmãos Gershwin chegaram em Hollywood em 1930, atraídos por algo que a quebra da Bolsa tornara escasso em Nova York: dinheiro. Compuseram a trilha de Delicious (foto), filme cuja canção principal chegou a ganhar quatro letras diferentes no Brasil, entre elas a de Valdo Abreu que João Máximo mostra neste programa. Venderam os direitos de Girl crazy para o cinema e voltaram para casa. George Gershwin amargou o fracasso de Pardon my English na Broadway em 1933 (apesar das boas canções), mas continuou encorpando seu repertório clássico: temas teatrais deram origem a peças de concerto e uma viagem a Cuba inspirou uma overture.

 

Repertório

Delishious (George Gershwin e Ira Gershwin) – Luca Marincola (piano)

Blah, blah, blah (George Gershwin e Ira Gershwin) – El Brendel, Manya Roberti e passageiros (trilha sonora de Deliciosa)

Delishious (George Gershwin e Ira Gershwin) – Raul Roulien e Janet Gaynor (trilha sonora de Deliciosa)

Deliciosa (George Gershwin e Valdo Abreu) – Fernando Castro Barbosa

Second rhapsody (George Gershwin) – Los Angeles Philharmonic, piano e regência de Michael Tilson Thomas

You’ve got what gets me (George Gershwin e Ira Gershwin) – Eddie Quillian e Dixie Lee (trilha sonora de Girl crazy)

Entrevista/I got rhythm (George Gershwin e Ira Gershwin) – Rudy Valee e George Gershwin (Rádio NBC)

Variations on I got rhythm (George Gershwin) – Werner Hass (piano) e Orchestre National de l’Opera Monte Carlo, regência de Edo Waart

Sweet and lowdown (George Gershwin e Ira Gershwin) – William Bolcom (piano)

“Pardon my English” overture (George Gershwin) – Orquestra com regência de Eric Stern

Tonight (George Gershwin e Ira Gershwin) – William Katt e Michelle Nicastro

Two waltzes in C (George Gershwin) – Katia e Marielle Labèque (dois pianos)

Isn’t it a pity? (George Gershwin e Ira Gershwin) – William Katt e Michelle Nicastro

Cuban overture (George Gershwin) – St. Louis Symphony, regência de Felix Slatkin

 

Concepção, roteiro e apresentação: João Máximo

Edição: Filipe de Castro

 

Confira outros documentários de João Máximo: Cole Porter – O homem e suas canções e Frank Sinatra – A voz do século XX.