Apaixonado pela música de Luiz Gonzaga, Armando Andrade descobriu que, em muitas gravações, seu ídolo tinha sido acompanhado pelo Regional do Canhoto. Pesquisando, constatou que se tratava do mais prolífico (e, para muitos, o melhor) conjunto de acompanhamento de cantores e solistas brasileiros. E que tinha uma discografia própria de alta qualidade. Ele reuniu a íntegra dessas gravações em 78 rotações realizadas a partir de 1951, quando o grupo foi criado (a partir da dissolução do Regional de Benedito Lacerda).

De tanto se dedicar ao assunto, Andrade desenvolveu um “dinômetro” para detectar a presença do violão de Dino 7 Cordas em fonogramas sem ficha técnica. A formação mais importante do conjunto teve Dino, Canhoto (cavaquinho), Meira (violão de seis), Orlando Silveira (acordeom), Altamiro Carrilho (flauta) e Gilson de Freitas (pandeiro).

O pesquisador tem publicado suas descobertas na página do Facebook “Regional do Canhoto”. Em entrevista a Lucas Nobile, ele detalha a história do conjunto e destaca raridades que encontrou.

Repertório

Pitoresco (Guio de Moraes) – Regional do Canhoto.

Lembro-me ainda (Dino 7 Cordas) – Regional do Canhoto

Ainda me recordo (Pixinguinha) – Regional do Canhoto

Sorongaio (Pedro Sorongo) – Regional do Canhoto

Boulevard dos sonhos desfeitos (Harry Warren e Al Dubin) – Regional do Canhoto

A volta do boêmio (Adelino Moreira) – Nelson Gonçalves e Regional do Canhoto

Nosso romance (Jacob do Bandolim) – Jacob do Bandolim e Regional do Canhoto

Amor proibido (Cartola) – Cartola e Regional do Canhoto

 

Apresentação: Lucas Nobile

Edição: Filipe Di Castro

 

Confira o especial sobre Dino 7 Cordas, o violão fundamental

Confira o documentário Vibrações – Os 100 anos de Jacob do Bandolim