Em 1957, já com 34 anos, Millôr Fernandes realizou sua primeira exposição. Levou para o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (então apenas uma sala no edifício Gustavo Capanema) desenhos como os que o tornara famoso nas páginas da revista O Cruzeiro, assinando-se Emanuel Vão Gogo. E, ainda, trabalhos marcantes como o trípico “O enterro de Mondrian”. No podcast da revista serrote, Paulo Roberto Pires recorda a recepção calorosa à mostra, em especial do principal crítico em atividade, Mário Pedrosa. Millôr, porém, não repetiu a experiência muitas vezes, firmando-se como um homem de imprensa, como Pires mostra valendo-se de depoimentos do artista. Em 2016, o IMS realizou a primeira grande retrospectiva da obra gráfica do artista.

Apresentação: Paulo Roberto Pires

Edição: Filipe Di Castro