Manuel Graña Etcheverry foi o melhor tradutor dos poemas de Carlos Drummond de Andrade para o espanhol. É que afirmava o próprio Drummond, sogro de Manolo, como era mais conhecido o poeta, escritor e advogado argentino (e, por pouco tempo, também político, tendo sido o relator da lei que instituiu o voto feminino em seu país, em 1947). Manolo teve três filhos com a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade: Carlos Manuel, Luis Mauricio e Pedro Augusto.

Nunca deixou de traduzir versos do poeta brasileiro, entre ele os de "Caso do vestido", "A máquina do mundo" e "Morte do leiteiro", que apresentamos aqui dentro da série de iniciativas que marcam o Dia D, eventos anuais, liderados pelo Instituto Moreira Salles, em torno do aniversário de Drummond, 31 de outubro.

O programa também é uma homenagem a Manolo. Ele morreu em 27 de maio deste ano, 2015, aos 99 anos. Faria 100 em novembro. Em 2012, a Companhia das Letras lançou no Brasil a sua Antologia Hede, que ele classificava como um “manual da literatura fantástica” sobre a poesia de um povo fictício.

Leitura: Manuel Graña Etcheverry