O professor de filosofia Eduardo Jardim está lançando o livro Tudo em volta está deserto (Bazar do Tempo), no qual reflete sobre a arte na ditadura militar a partir de três fatos marcantes: o romance Quarup (1967), de Antonio Callado, o show Gal a todo vapor (1971), de Gal Costa, e a poesia de Ana Cristina Cesar na década de 1970. É com esta que se identifica mais, a ponto de brincar na entrevista dada a Guilherme Freitas, da revista serrote: “Acho que eu sou Ana Cristina Cesar”. Para ele, comentando também os dias de hoje, “mergulhar no pensamento e na poesia” pode ser mais efetivo do que dar respostas imediatas a partir do engajamento político.
Apresentação: Guilherme Freitas
Edição: Filipe Di Castro