Maria, Mária, Mariá é um sambalanço pouco conhecido do paraense Billy Blanco, mestre em letras bem-humoradas e ao estilo crônica. É uma história real, homenagem de despedida a uma ex-empregada doméstica de sua casa, que partiu para um emprego de maior prestígio social. A gravação faz parte de um dos primeiros LPs de Elza Soares, Sambossa, de 1963. Com sua voz rouca e dedicada a improvisos jazzísticos, Elza, que estreara em disco em 1960, já mostrava o balanço e a ousadia que fariam dela uma das grandes cantoras brasileiras.

 

Seleção e texto: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro