A interseção entre artes plásticas e rock’n roll e a falta de fronteiras para o pensamento estético do irrequieto Hélio Oiticica são alguns dos temas desse ensaio, escrito e narrado pelo crítico de arte Sérgio Martins. A potência dionisíaca do rock’n roll, a Revoulção Cultural e o destino trágico da geração 1960 são “lidos” a partir de duas interpretações emblemáticas da canção All along de watchtower: uma feita pelo próprio autor dela, Bob Dylan, e outra pelo gênio recriador de Jimi Hendrix. Apoiando-se em relatos do artista plástico e nos estudos de musicólogos americanos, Martins expõe o sentido profundo que diferencia as duas interpretações e demonstra como o rock’n roll serviu de modelo para o pensamento/vida de Hélio Oiticica.

 

Sérgio Bruno Martins é crítico de arte e doutor em história da arte pela University College London.

 

Apresentação: Sérgio Martins

Edição: Sérgio Martins/Paulo da Costa e Silva/Filipe Di Castro

Sonorização: Filipe Di Castro

Supervisão: Paulo da Costa e Silva