O rádio chegou ao Brasil nos anos 1920 e se expandiu na década seguinte. Antes, um lugar fundamental de divulgação das músicas era a Festa da Penha, que acontece no Rio em todos os domingos de outubro. As canções bem recebidas pelo público ganhavam força para o carnaval do ano seguinte. Criada por portugueses, a celebração foi sendo apropriada pela comunidade afro-brasileira (não sem repressão policial). Por causa de sua importância, a Penha (a região, a igreja, a festa) foi exaltada em sambas por Sinhô, Noel Rosa, Cartola, Ary Barroso e outros.

Repertório

Viva a Penha (Sinhô) – Januário de Oliveira e Jazz Band Columbia

Feitio de oração (Noel Rosa e Vadico) – João Nogueira

Meu barracão (Noel Rosa) – Caetano Veloso

Festa da Penha (Cartola e Asobert) – Marcos Sacramento

Escadas da Penha (João Bosco e Aldir Blanc) – João Bosco

Vou à Penha (Ary Barroso) – Mario Reis

 

Apresentação: Luiz Fernando Vianna (com Débora Freitas, da CBN)

Roteiro: Luiz Fernando Vianna

Edição e sonorização: Filipe Di Castro