A polêmica em torno do toque de uma criança no corpo nu de um artista, em performance no Museu de Arte Moderna de São Paulo, é “sinal de regressão grande na sociedade”, afirma Guilherme Wisnik em sua coluna “Espaço em obra” (Rádio USP). Ele entende os protestos como “intimidação às práticas artísticas” e parte de um quadro no qual também vê o desmonte das universidades públicas. “É um cala a boca geral, para que cada um fique comportado no seu lugar.”

Ele ressalta, porém, que as conquistas dos ativismos contra homofobia, racismo e outras graves questões contribuíram para uma “judicialização geral”, que agora é usada pelos setores conservadores. É como se tudo pudesse ser denunciado.