Há muito tempo os amantes do samba e da cultura popular aguardavam o relançamento de Serra, Serrinha, Serrano – O império do samba, livro de Rachel Valença e Suetônio Valença. Ao ser publicado em 1981, o trabalho dos dois pesquisadore foi imediatamente reconhecido como o mais rigoroso dedicado à história de uma escola de samba (no caso, o Império Serrano). Às vésperas do carnaval de 2017, nos 70 anos da agremiação, o novo volume (com edição da Record) vem não apenas revisado, mas acrescido de informações sobre o que aconteceu de 1982 (ano do último título no Grupo Especial, com Bum bum paticumbum prugurundum) até os dias de hoje. Sem Suetônio, morto em 2006, Rachel foi à luta para concluir essa missão fundamental. A verde e branco de Madureira é comprometida, desde seu nascimento, com as origens africanas e populares das escolas de samba.

A convite da Batuta, Rachel Valença selecionou dez sambas que exaltam o Império e contam sua história.

Repertório

Menino de 47 (Nilton Campolino e Molequinho) – Velha Guarda do Império Serrano

Império tocou reunir (Silas de Oliveira)/ Não me perguntes (Mestre Fuleiro e Dona Ivone Lara) – Velha Guarda do Império Serrano

Sou imperial (Avarese) – Velha Guarda do Império Serrano

Ser Império como eu sou (Mano Décio da Viola e Sete) – Mano Décio da Viola

Império, sou teu eterno cantador (Graciene Lucas) – Valci

Alma imperiana (Jorginho do Império e Zé Luiz) – Jorginho do Império

Meu Império querido (Mano Décio da Viola e Conceição) – Mano Décio da Viola

Serra, Serrinha, Serrano (Roberto Ribeiro e Toninho Nascimento) – Roberto Ribeiro

Serrinha (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro) – Clara Nunes

Império bamba (Roberto Ribeiro e Joel Menezes) – Roberto Ribeiro

 

Seleção: Rachel Valença

Edição: Filipe Di Castro