Vibrações – O som de Jacob do Bandolim

Jacob do Bandolim

Vibrações – O som de Jacob do Bandolim

A série celebra o centenário de Jacob do Bandolim detalhando, em oito capítulos de meia hora, a trajetória deste músico fundamental, ao mesmo tempo inovador e tradicionalista. As equipes dos programas Casa do Choro e Pixinguinha na Pauta assinam o documentário.

05.02.2018

Jacob e sua mãe

Capítulo 1 – Reminiscências – Jacob e suas origens

A mãe de Jacob, polonesa, gerenciava na Lapa carioca uma pensão voltada para a prostituição. O menino se encantou com o som do violino de um vizinho cego, apaixonou-se por música e aos 15 anos já tocava no rádio. Logo se destacou como solista e acompanhante.

05.02.2018

Radamés Gnattali e Jacob

Capítulo 2 – Horas vagas – Jacob, o amador rigoroso

Jacob era um obsessivo que não tolerava erros, exigia silêncio nos saraus que fazia em casa e se orgulhava de não viver de música. Achava que Pixinguinha não se dava o devido valor. E estudou por meses, “devorando e autopsiando os mínimos detalhes”, a suíte Retratos, que Radamés Gnattali compôs pensando nele como solista.

05.02.2018

Jacob e quase todo o grupo Época de Ouro: Dino (sentado), Jonas, Cesar e Carlinhos (em pé). O sexto era Gilberto. Acervo Sérgio Cabral/MIS-RJ

Capítulo 3 – Dolente – Jacob expressivo

“Eu acho o bandolim um instrumento muito do enjoado, sabe?”, disse Jacob em 1967, quando ele já tinha mudado a sonoridade que o desagradava, criando uma nova expressividade. Neste episódio, seu estilo é analisado por músicos e pode ser conferido na gravação de Vibrações, com o conjunto Época de Ouro.

05.02.2018

Jacob e músico não identificado. Acervo José Ramos Tinhorão

Capítulo 4 – Saracoteando – Jacob virtuose

Jacob gostava de tocar com limpidez, mas às vezes se permitia mostrar todo o seu virtuosismo, como em O voo da mosca e suas 1.570 notas ligadas e sem intervalo. O programa mostra seus contrastes e polêmicas com Luperce Miranda, Waldir Azevedo e Garoto.

05.02.2018

Pixinguinha e Jacob no depoimento do primeiro ao MIS, em 1968. Acervo Sérgio Cabral/MIS-RJ

Capítulo 5 – Nostalgia – Jacob e a tradição

Jacob sempre esteve ao lado dos que pregavam uma música brasileira autêntica, sem influências estrangeiras. Via no amigo e ídolo Pixinguinha o representante maior dos primórdios do choro, tempo que admirava. No entanto, modernizava as composições antigas ao gravá-las.

05.02.2018

Jacob com máquina fotográfica, um dos alvos de sua curiosidade tecnológica. Acervo José Ramos Tinhorão/IMS

Capítulo 6 – Remeleixo – Jacob inovador

Por trás da justa fama de reacionário havia o compositor e intérprete ousado, o autor de choros bem-humorados e o apaixonado por novas tecnologias e inventor de instrumentos. O episódio conta com depoimento de Hamilton de Holanda e tem Jacob tocando Chega de saudade, tema-chave da bossa nova, que ele dizia odiar.

05.02.2018

Jacob e um disco da sua coleção. Acervo Sérgio Cabral/MIS-RJ

Capítulo 7 – Pérolas – Jacob historiador

Jacob era um pesquisador e arquivista incansável, e seu acervo é peça fundamental para a compreensão da história do choro. Ele ainda descobriu o ano certo do nascimento de Pixinguinha e investigou a morte de seu ídolo Ernesto Nazareth, afirmando ter sido suicídio.

05.02.2018