Por Paulo da Costa e Silva

Reconhecido, admirado, assimilado e imitado à larga. E não apenas no Brasil, mas mundo afora. Presença marcante em nosso imaginário coletivo por meio de clássicos absolutos como Mas que nada, Chove chuva, País tropical, W-Brasil… Inventor de um “esquema novo” na canção brasileira. Criador de uma sonoridade única e inconfundível, que virou do avesso a bossa nova. Letrista mais do que inspirado, por vezes francamente delirante, livre. Canal privilegiado de comunicação com o inconsciente carioca, portador da ancestral sabedoria de rua. Construtor de imagens, de mitos e heróis inesquecíveis. Jorge Ben Jor é Rio de Janeiro. É bailinho de iê-iê-iê na Zona Norte e futebol de praia na Zona Sul. É samba, blues, rock’n’roll e funk. É São Jorge e os deuses nagôs do candomblé. É Taj Mahal e Maracanã. É Domingas e Barbarella (e Magnólia, Palomaris, Rita Jeep…). É Fio Maravilha e Cassius Marcellus Clay. Misticismo e malandragem. João Gilberto e Chuck Berry. Alquimia e escravidão. É África e Brasil.

O documentário Imbatível ao extremo: assim é Jorge Ben Jor! é uma imersão no período inicial da obra de um dos mais originais artistas de nossa música. Dividido em dez capítulos, o programa conta com depoimentos de Alberto da Costa e Silva, André Midani, Armando Pittigliani, Caetano Veloso, Dadi Carvalho, Frederico Coelho, Gilberto Gil, Jorge Mautner, Luiz Tatit, Tárik de Souza e Zico.

Roteiro e apresentação: Paulo da Costa e Silva

Edição: Filipe Di Castro e Paulo da Costa e Silva
Sonorização: Filipe Di Castro
Produção: Adriana Maciel, Heloísa Tapajós e Paulo da Costa e Silva

Ilustração: Daniel Gnattali