Os festivais da televisão foram os grandes veículos de divulgação da música de protesto no final dos anos 1960. Compositores como Edu Lobo, Chico Buarque e Geraldo Vandré divulgaram através deles suas canções de oposição ao governo dos militares. Este é o quarto programa do documentário de sete capítulos com que a Rádio Batuta está historiando as várias fases da música de protesto no Brasil. Joaquim Ferreira dos Santos entrevista o jornalista e pesquisador Hugo Sukman sobre a produção daqueles festivais, principalmente os da Record e o Internacional da Canção, promovido pela TV Globo. Ao contrário da canção de protesto convencional, que deve ser simples para contaminar as plateias, Ponteio e Roda viva, de construções elaboradas, destacam-se. A mais famosa de todas, Pra não dizer que não falei de flores ou Caminhando, de 1968, tinha apenas os acordes suficientes para mantê-la na memória do país e ser até hoje cantada nas passeatas.

Músicas

Disparada (Geraldo Vandré e Theo de Barros) – Jair Rodrigues

Ponteio (Edu Lobo e Capinan) – Edu Lobo

Roda viva (Chico Buarque) – Chico Buarque e MPB-4

Sábiá (Tom Jobim e Chico Buarque) – Cynara e Cybele

Pra não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré) – Geraldo Vandré

É proibido proibir (Caetano Veloso) – Caetano Veloso

Sinal fechado (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola

Heróis da liberdade (Silas de Oliveira, Mano Décio e Manoel Ferreira) – Mano Décio da Viola

Eu quero é botar meu bloco na rua (Sérgio Sampaio) – Sérgio Sampaio

 

Produção e apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro