No texto Solo, logo o segundo que se lê no livro O gabinete do doutor Blanc – Sobre jazz, literatura e outros improvisos (editora Mórula), Aldir Blanc conta o impacto que sentiu ao ouvir Louis Armstrong pela primeira vez, na adolescência. E o impacto persistiu ao longo da vida. “Ninguém ouve Louis Armstrong impunemente. A gente leva a vida inteira procurando aquela dose. Buscamos essa medida nas mulheres, nos copos, nos livros, na música. Louis Armstrong nos dá isso. Momentos raros. A sensação de que valeu a pena. Não faz mal que passe depressa. É só repetir a faixa.”

Além de ler o texto, Reinaldo Figueiredo selecionou dois standards tocados pelo gênio do trompete.

 

Repertório

Basin Street blues (Spencer Williams) – Louis Armstrong

Black and blue (Fats Waller, Harry Brooks e Andy Razaf) – Louis Armstrong

 

Narração: Reinaldo Figueiredo

Edição e sonorização: Filipe Di Castro