A Zona Norte é cenário de importantes manifestações da cultura carioca, e elas, através dos tempos, vêm sendo cantadas principalmente em forma de samba. Cartola, de Laranjeiras, mudou-se para a Mangueira frequentava a festa da Penha no mês de outubro, um acontecimento infelizmente enfraquecido e que recebia sambistas, capoeiristas e uma curiosa mistura de religiosidades afro e católica. Ele fez um samba, pouco conhecido, sobre a necessidade de se vestir nos trinques para frequentar o terreiro ao pé da igreja. Noel Rosa cantou sua Vila Isabel, assim como Nei Lopes, o seu Irajá natal. Dicró, da região da Leopoldina, fez uma crônica divertida sobre a Praia de Ramos. Neste programa, mais um capítulo da série que Joaquim Ferreira dos Santos está realizando a partir dos festejos dos 450 anos do Rio, a Zona Norte é evocada com músicas a que emprestou seu cenário. Nem tudo é samba. No final dos anos 1950, o rock era coisa de maluco, e Betinho teve a ideia de realizar um tendo como tema a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. A evocação dos bairros da Zona Norte continua aparecendo nas músicas atuais, agora em forma de funk, como William e Duda fizeram no Rap do Borel (mais de 20 bairros são citados).

Músicas

Neurastênico (Betinho e Nazareno de Brito) – Betinho

Baile na Piedade (Raul Marques e Jorge Veiga) – Jorge Veiga

Praia de Ramos (Osvaldo Mello, Ivany Miranda e Afrânio José de Mello) – Dicró

Feitiço da Vila (Noel Rosa) – Caetano Veloso

Haddock Lobo esquina com Matoso (Tim Maia e Robson Jorge) – Tim Maia

Engenho de Dentro (Jorge Ben Jor) – Jorge Ben Jor

Na Pavuna (Almirante) – Almirante

Feirinha da Pavuna (Jovelina Pérola Negra) – Jovelina Pérola Negra

Festa da Penha (Cartola e Adalberto Alves de Souza) – Marcos Sacramento

Samba de Irajá (Nei Lopes) – Nei Lopes

O meu lugar (Arlindo Cruz e Mauro Diniz) – Arlindo Cruz

Rap do Borel (William e Duda) – William e Duda

 

Roteiro e apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro