Mestre André (foto), que viria a ser o mais famoso diretor de bateria das escolas do Rio, começou seus carnavais como mestre-sala. Sempre na Mocidade Independente de Padre Miguel, num dia do final dos anos 1950 ele passou a dirigir a bateria. Era-lhe da índole, no entanto, dançar bastante, por mais que isso fosse inesperado à frente dos músicos. Ele repetia ali os malabarismos dos tempos de mestre-sala. Até que um dia, tropeçou nas próprias canelas e caiu. A bateria estupefata parou imediatamente, mas Mestre André levantou-se mais rápido ainda – e botou a bateria para tocar. Estava inventada a paradinha da bateria.

Este é um dos causos que a pesquisadora Barbara Pereira conta a Joaquim Ferreira dos Santos no especial sobre a bateria da escola de Padre Miguel. Ela está lançando o livro Estrela que me faz sonhar – Histórias da Mocidade. No programa, trata principalmente daquele pelotão espetacular de 300 músicos, dos sambas que surgiram dali, terra de compositores ilustres como Toco e invenções como o surdo de terceira.

Músicas

Lá vem a bateria (Salve a mocidade) (Luiz Reis) – Elza Soares

Rapsódia de saudade (Toco) – Ney Vianna

A festa do Divino (Tatu, Nezinho e Campo Grande) – Ney Vianna

Mãe Menininha do Gantois (Toco e Djalma Crill) – Ney Vianna

O Descobrimento do Brasil (Toco e Djalma Crill) – Ney Vianna

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro