O carioca Johnny Alf (1929-2010), com sua sofisticada fusão de samba, jazz e música erudita, foi um dos artistas que, no início dos anos 1950, deram a pista para o surgimento logo em seguida da bossa nova. Compositor, pianista e cantor, que Tom Jobim chamava de “Genialf”, ele está sendo lembrado no CD Ilusão à toa – Mauro Senise toca Johnny Alf, da gravadora Biscoito Fino.

Neste programa, o flautista e saxofonista comenta com Joaquim Ferreira dos Santos a beleza das melodias, a admiração pelo arrojo harmônico de Alf, detalhes da convivência com ele e outros motivos que levaram ao projeto do CD. Em 12 faixas, Senise dá a sua versão de clássicos como Eu e a brisa e Rapaz de bem. O músico está comemorando 70 anos em 2020.

Também são apresentadas no programa gravações originais do pianista e cantor, entre elas a sua estreia em disco, com Rapaz de bem. A gravação está fora dos CDs de Alf e das redes de streaming, mas se encontra disponível no site Discografia Brasileira, do IMS. A gravação é de 1956, dois anos antes do Chega de saudade com que João Gilberto inauguraria a bossa nova. Alguns críticos incluem Rapaz de bem no movimento.

Repertório

Rapaz de bem (Johnny Alf) – Johnny Alf

Rapaz de bem (Johnny Alf) – Mauro Senise

Ilusão à toa (Johnny Alf) – Johnny Alf

Ilusão à toa (Johnny Alf) – Mauro Senise

Céu e mar (Johnny Alf) – Johnny Alf

Céu e mar (Johnny Alf) – Mauro Senise

Eu e a brisa (Johnny Alf) – Mauro Senise e João Senise (voz)

 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro