Dos Santos, o oitavo álbum de Fabiana Cozza (e que leva no título seu outro sobrenome), foi uma espécie de encomenda dos orixás, revelada pela ialorixá Mãe Zezé de Oxum. Quase todas as composições são inéditas e foram pedidas pela cantora aos autores. O resultado, segundo ela, é um “manifesto poético antirracista” num tempo de tanta intolerância no Brasil. Ou de “terrorismo religioso”, como diz, citando uma das referências do trabalho, o historiador Luiz Antonio Simas. Outro é Tiganá Santana. A direção musical, num disco marcado por tambores, é do baixista Fi Maróstica.

Repertório

Bravun pra Elegbara (Moyséis Marques e Luiz Antonio Simas) – Fabiana Cozza

Sopro (Tiganá Santana) – Fabiana Cozza

Manhã de Obá (Ceumar e Fabiana Cozza) – Fabiana Cozza

Filhas de Iemanjá (Vidal Assis) – Fabiana Cozza

Tempo velho (Douglas Germano) – Fabiana Cozza

Oração a Ossain (Pedro Luís e Carlos Rennó) – Fabiana Cozza

 

Apresentação: Luiz Fernando Vianna

Edição: Filipe Di Castro