Ao saber da morte de José Menezes de França, em 2014, João Gilberto lamentou: “Acabou. Ninguém mais toca o violão como o Zé Menezes”. E não era só violão. Ele tocava qualquer instrumento de cordas, como mostra este especial preparado por Lucas Nobile para marcar o centenário do músico. A data é 6 de setembro de 2021. Cearense nascido em Jardim, fez carreira em estações de rádio e estúdios de gravação. Tocou com a melhor música brasileira de várias gerações. Como compositor, criou choros e canções marcantes, além de temas para a TV como o da abertura de Os Trapalhões. Bem-humorado (um “marrento humilde”, segundo Yamandu Costa), chegou a integrar um grupo chamado Os Velhinhos Transviados.

Além do de Yamandu, o programa conta com depoimentos de Henrique Cazes, Marcello Gonçalves, Nilze Carvalho. Mauro Diniz e Sombrinha. E tem, no repertório, exemplos da versatilidade de Menezes.

Repertório

Encabulado (Zé Menezes e Luiz Bittencourt) – Zé Menezes (cavaquinho)

Contrapontando (Zé Menezes) – Zé Menezes (guitarra)

Nova ilusão (Zé Menezes e Luiz Bittencourt) – Os Cariocas

Nova bossa (Zé Menezes) – Zé Menezes (violão) e Yamandu Costa (violão)

Alvorada (Jacob do Bandolim) – Nilze Carvalho (bandolim), com Zé Menezes (violão e arranjo)

Adeus à solidão (Dona Ivone Lara e Delcio Carvalho) – Dona Ivone Lara, com Zé Menezes (viola)

Minha (Cartola) – Zeca Pagodinho, com Zé Menezes (bandolim)

Sol do amor (Sombrinha, Sombra e Marquinhos PQD) – Sombrinha, com Zé Menezes (violão tenor dinâmico)

 

Roteiro, apresentação e edição: Lucas Nobile

Finalização: Filipe Di Castro

 

Veja playlist de composições de Zé Menezes no site Discografia Brasileira.