O repertório de Alceu Valença, que o Brasil acompanha com interesse desde a primeira gravação do cantor e compositor pernambucano, no início dos anos 1970, já está em mais de 300 canções. De gêneros diversos, vai do frevo ao fado, permite tantos recortes que Alceu tem quase dez formatos de shows diferentes para excursionar pelo país. Neste final de 2019, ele está começando a temporada de “Amigo da arte”. O roteiro do show costura as músicas a partir das referências literárias (Na primeira manhã cita a crônica “O conde e o passarinho”, de Rubem Braga), cinematográficas (La belle de jour cita o filme de Luis Buñuel), artes plásticas (Girassol surgiu da sua admiração por Van Gogh) etc.

No estúdio da Rádio Batuta, Alceu contou a Joaquim Ferreira dos Santos como se dá o seu processo de criação e ilustra a entrevista apresentando uma dezena dessas músicas ao violão. Revisitou até mesmo a sala de estar da família, seus rádios e suas vitrolas. Ainda imitou as vozes que ouvia no passado: Vicente Celestino, Cauby Peixoto e até mesmo Dalva de Oliveira. E disse que só conheceu Beatles e o rock na vida adulta.

Repertório

Pau de arara (Luiz Gonzaga) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Na primeira manhã (Alceu Valença) / Íris (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Mar de amor menina (Galope raso) (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

O P da paixão (Alceu Valença)/ Sabiá (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Loa de Lisboa (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

La belle de jour (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Tesoura do desejo (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Andar, andar (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

Anunciação (Alceu Valença) – Alceu Valença no estúdio da Batuta

 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro

Vídeos: Laura Liuzzi

 

Pau de arara

Na primeira manhã / Íris

O P da paixão / Sabiá

Loa de Lisboa

La belle de jour

Andar, andar