​A música popular brasileira passou por uma fase de transição e modernização no período entre 1917 e 1920. Marcado pela onda de renovação de costumes depois da guerra, o período foi de implantação de inventos tecnológicos e formação de novos gêneros musicais. Assim, o fato mais importante que mexeu com a nossa música durante aqueles anos foi o advento do samba e da marchinha, iniciando o ciclo da canção carnavalesca. Até 1917 não se fazia música para o carnaval. O sucesso naquele ano foi o samba Pelo telefone, que despertou a atenção dos compositores. Foi a partir dali que eles começaram a fazer samba e, logo em seguida, marchas carnavalescas. Em pouco tempo, a moda pegou, criando o hábito dos foliões cantarem nos bailes.

Bloco 1
Pelo telefone (Donga e Mauro de Almeida) – Bahiano
Franqueza rude (João Fittipaldi e Belchior da Silveira, mais conhecido como Caramuru) – Mário Pinheiro
Maricota sai da chuva (Marcelo Tupinambá e Arlindo Leal) – Grupo O Passos no Choro

Bloco 2
O matuto (Marcelo Tupinambá e CândidoCosta) – Mário Pinheiro
Nhá Maruca foi s’imbora (Américo Jacomino, conhecido como Canhoto) – Grupo O Passos no Choro
O Malhador (Pixinguinha, Donga e Mauro de Almeida) – Bahiano
Quem são eles (Sinhô) – Bahiano

Bloco 3
Já te digo (Pixinguinha e China) – Bahiano
Confessa, meu bem (Sinhô) – Eduardo das Neves
O despertar da montanha (Eduado Souto) – Eugênio Martins

Bloco 4
Fala, meu louro (Sinhô) – Francisco Alves
O pé de anjo (Sinhô) – Francisco Alves

Bloco 5
Bê-a-bá (Careca) – Bahiano
Quem vem atrás fecha a porta (Caninha) – Bahiano e Izaltina

 

Baseado no livro “A canção no tempo”, de Jairo Severiano e Zuza Homem de Mello
Adaptação, pesquisa e texto: Carla Paes Leme
Locução: Cláudia Diniz
Sonorização: Filipe Di Castro
Edição: Carla Paes Leme e Filipe de Castro
Supervisão: Francisco Bosco

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