O acervo de Elizeth Cardoso foi adquirido pelo Instituto Moreira Salles em 2003. É formado por centenas de documentos, fotografias, fitas de VHS e partituras manuscritas. Há nele arranjos e orquestrações de importantes maestros como Léo Peracchi e Lindolfo Gaya, produzidos especialmente para discos e espetáculos da cantora, e gravações em fitas cassete com diversos ensaios dos quais participou, em especial com o músico Baden Powell, com quem também gravou. Quando concluído o processo de digitalização e catalogação desse acervo, será possível entender no detalhe a fina percepção de Chico Buarque, que no texto de apresentação do último disco de Elizeth definiu-a como “a mãe de todas as cantoras do Brasil”. Para comemorar seus 90 anos, o IMS concebeu um show com o essencial de Elizeth, canções que ela escolheu a ponto de torná-las “suas”. O roteiro comentado desse repertório é do jornalista Sérgio Cabral, biógrafo da cantora, e a interpretação coube a Áurea Martins (voz) e Domingos “Bilinho” Teixeira (violão). Bia Paes Leme, coordenadora  do projeto, apresenta o evento.

Bloco 1
Meiga presença (Paulo Valdez e Otávio de Morais)

Bloco 2
Canção de amor (Chocolate e Elano de Paula)
Janelas abertas (Tom Jobim e Vinícius de Moraes)

Bloco 3
Doce de coco (Jacob do Bandolim e Hermínio Bello de Carvalho)
Se as estrelas falassem (Elizeth Cardoso)
Refém da solidão (Baden Powell e Paulo César Pinheiro)

Bloco 4
Rosa (Pixinguinha e Otávio de Souza)
Folhas no ar (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho)
Pressentimento (Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho)

Bloco 5
É luxo só (Ary Barroso e Luís Peixoto)
Barracão (Luís Antônio e Teixeira)
Todo o sentimento (Cristóvão Bastos e Chico Buarque)

Bloco 6
Mulata assanhada (Ataulfo Alves)

Bloco 7
Apelo (Baden Powell e Vinícius de Moraes)