Em dezembro de 1951, Jacob do Bandolim realizou um sonho: gravou oito músicas de seu ídolo Ernesto Nazareth (1863-1934), a quem chamava de “Chopin brasileiro”. Os oito discos de 78 rotações foram lançados em abril de 1952, com acompanhamento dos craques Dino (violão de 7 cordas), Meira (violão) e Canhoto (cavaquinho).

Segundo Sérgio Prata, vice-presidente do Instituto Jacob do Bandolim, diz a Pedro Paulo Malta, o projeto foi o encontro entre o Jacob bandolinista e o pesquisador, que não queria deixar a obra de Nazareth ser esquecida. Desejava que tudo ficasse iluminado, inclusive o final da vida do autor de “Odeon”. Jacob esteve na Colônia Juliano Moreira, instituição para pessoas com transtornos psiquiátricos, investigar se Nazareth tinha sofrido um acidente fatal ou cometido suicídio. Ele deixou sua conclusão gravada, como se pode ouvir neste episódio.

Esses quatro discos estão entre os mais de 46 mil, todos em 78 rpm, que compõem o acervo do site Discografia Brasileira, do IMS.

Conheça o documentário “Vibrações – O som de Jacob do Bandolim”.

 

Roteiro e apresentação: Pedro Paulo Malta

Edição: Luiza Silvestrini

Sonorização: Claudio Antonio

Gravação: Filipe Di Castro

Supervisão: Luiz Fernando Vianna

Identidade visual: Kiko Farkas

Distribuição: Mario Tavares

 

Outros episódios:

Episódio 1 – O tesouro de Chiquinha Gonzaga

Episódio 2 – Francisco Alves no meio da história do samba

Episódio 3 – A linda morena de Lamartine

Episódio 4 – O Bando da Lua e outras vozes

Episódio 5 – Um disco, dois Pixinguinhas: ‘Carinhoso’ e ‘Rosa’

Episódio 6 – Aracy de Almeida canta o miserê e a orgia

Episódio 7 – O mar e o violão de Dorival Caymmi

Episódio 8 – ‘Asa branca’ nasceu antes de Luiz Gonzaga criá-la

Episódio 10 – ‘Chega de saudade’, a glória final dos 78 rpm