Foi Claude Debussy quem disse, após ouvir Guiomar Novaes tocar em Paris aos 15 anos, em 1909, que ela tinha “os olhos ébrios de música e a capacidade de se isolar de tudo o que está à sua volta”. A pianista foi a primeira colocada entre os 388 candidatos ao disputadíssimo Conservatório de Paris. Começava ali uma trajetória internacional mais do que reconhecida e que também lhe valeu o status de uma das maiores intérpretes brasileiras, adorada por Nelson Freire e tantos outros. Segundo diz Arthur Dapieve neste programa, “Guiomar era capaz de derreter os corações mais empedernidos”. A prova está nas gravações selecionadas por ele, um repertório variado, que indica a grandeza da artista, morta aos 85 anos.

Repertório

Gottschalk: Fantasia triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro – Guiomar Novaes – 8:00

Beethoven: Concerto para piano nº 4. I. Allegro moderato – Guiomar Novaes e Orquestra Sinfônica de Viena, regida por Otto Klemperer – 17:13

Chopin: Noturno Opus 9, nº 2, em Mi bemol maior – Guiomar Novaes – 4:10

Schumann: Concerto para Piano. I Allegro affettuoso – Guiomar Novaes e a Filarmônica de Nova York, regida por André Cluytens – 15:37

Villa-Lobos: O polichinelo – Guiomar Novaes – 1:51

Gluck: Dança dos espíritos bem-aventurados – Guiomar Novaes – 5:31

 

 

Apresentação: Arthur Dapieve

Edição e sonorização: Filipe Di Castro