Um livro e um CD triplo, lançados recentemente, chamam a atenção para Isaura Garcia (1923-1993), a cantora nascida no Brás e que, na época de ouro do rádio, levou para todo o país um agudo sotaque ítalo-paulista. Ela podia ser dramática, e por isso foi reconhecida como a Edith Piaf nacional, como também podia balançar moderna, cantando bossa novo logo aos primeiros acordes do movimento. Foi casada com um dos papas do movimento, o tecladista Walter Wanderley, e na vida real as coisas não foram tão harmonizadas como o som que aparece nos discos em que fizeram juntos. Drama na voz, drama na vida, Isaurinha Garcia ficou conhecida como A Personalíssima. Neste Os Batutas, Joaquim Ferreira dos Santos mostra alguns dos melhores momentos de uma cantora que botava o coração nas canções e serve como exemplo para uma geração de cantoras que prefere evidenciar a técnica aos conflitos sentimentais.

Músicas

Mensagem (Aldo Cabral e Cícero Nunes)

Edredon vermelho (Herivelto Martins)

De conversa em conversa (Haroldo Barbosa e Lúcio Alves)

Teleco-teco (Marino Pinto e Murilo Caldas)

Mocinho bonito (Billy Blanco)

E daí? (Miguel Gustavo)

Feiúra não é nada (Billy Blanco)

Samba de madrugada (Carminha Mascarenhas, Herotides Nascimento e Dora Lopes)

Velho gagá (Fernando Cesar)

Sei que você volta (Denis Brean e Osvaldo Guilherme)

Meditação (Tom Jobim e Newton Mendonça)

 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro