Kalaf Epalanga, nascido em Angola em 1978 e hoje vivendo entre Lisboa e Berlim, ficou conhecido à frente da banda Buraka Som Sistema. Hoje também é um escritor que desperta interesse cada vez maior. Em 2018, a editora Todavia lançou no Brasil Também os brancos sabem dançar. Em 2019, tornou-se colunista da revista de livros “Quatro Cinco Um”. E três crônicas suas foram publicadas na edição da revista “serrote”, do IMS, que foi distribuída na Flip.

O Portugal de hoje foi um dos temas de sua participação na Casa do IMS, onde conversou com o diretor artístico do IMS, João Fernandes. Ele foi imigrante clandestino e se diz fruto da “Lisboa de agora”, que não é mais a de símbolos como o pastel de Belém e o vinho do Porto. As feições da capital portuguesa são internacionais e, sobretudo, africanas. Um personagem fascinante sobre o qual discorre é Zé da Guiné, capturado quando criança na Guiné-Bissau e que se fixou em Lisboa.

A música é outro tema importante da conversa, além do Brasil.  “O Brasil é muito maior do que o problema que está acontecendo agora”, afirmou.

Ouvem-se aqui apenas as falas de Kalaf. A voz de João Fernandes não pôde ser captada por microfone.