O jornalista e cronista Paulo Barreto, codinome João do Rio, publicou A alma encantadora das ruas em 1908. Para Luiz Antonio Simas, historiador e escritor que tem no Rio de Janeiro a sua mais forte matéria-prima, o livro é atual. Para quem está confinado, sem poder sair de casa, “pensar e ler sobre a rua se torna desafiador”, diz Simas. “Que cidade a gente quer?” No início do século XX, a disputa era entre a cidade que se queria francesa, moldada pela reforma do prefeito Pereira Passos, e a dos africanos e seus descendentes. Esta fascinava e amedrontava João do Rio.

 

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