Erthos Albino de Souza foi um poeta e pesquisador de grande importância para a poesia brasielira. Tendo nascido em 1932 e falecido em 2000, era triplamente mineiro, como definiiu o poeta André Vallias: veio ao mundo na cidade de Ubá, Minas Gerais, tinha a a engenharia de minas como profissão e era ainda garimpeiro poético. Erthos tornou-se conhecido, e ao mesmo tempo desconhecido, pela extrema modéstia que, aliada a uma igualmente extrema generosidade, fez com que ele passasse a vida incentivando e até financiando os projetos de outros poetas, enquanto recusava-se a publicizar sua própria produção. “Jamais conheci um intelectual tão generoso como ele”, escreveu o poeta Augusto de Campos.

O também poeta Carlos Ávila conseguiu de Erthos uma rara entrevista e dedicou-lhe um estudo, mas seus poemas ainda não foram reunidos em um livro que pudesse dar uma visão mais abrangente de seus trabalhos. É essa lacuna que pretende preencher a exposição Erthos Albino de Souza – poesia: do dáctilo ao dígito, em cartaz até o próximo domingo, dia 24 de outubro, no centro cultural do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro.

Trata-se de uma oportunidade inestimável de conhecer os poemas desse estranho mineiro, de estranho nome.

Aqui você ouve a mesa-redonda que marcou a abertura da exposição, reunindo seus curadores – Augusto de Campos e André Vallias – e ainda o poeta Carlos Ávila.

 

 

Edição: Francisco Bosco e Filipe Di Castro
Supervisão: Francisco Bosco