Foi numa viagem ao Sul do país, ambos integrando o grupo Ases do Samba, que Noel Rosa mostrou a Mario Reis o seu Mulato bamba. Mario pediu ao compositor que não mostrasse o samba a Francisco Alves, outro participante da caravana e conhecido por firmar parcerias sem participar da feitura das músicas. O samba era um tesouro em 1932 por causa do seu pioneirismo: nunca tinha-se falado com tanta simpatia da figura do malandro que desdenha das mulheres que caem a seus pés. Madame Satã pode ter sido uma das inspirações de Noel.

 

Edição e sonorização: Filipe Di Castro