O bicentenário de Wagner, nascido em 22 de maio de 1813, permite recordar mais uma vez as contradições de um homem que era, como diz Arthur Dapieve, “ególatra, mitômano, manipulador, antissemita” por um lado; “compositor genial, um libretista e poeta talentoso, um artista visionário” por outro. O enfoque do programa é sobre o segundo Wagner, naturalmente. A parte operística, mais célebre, está no final, em dois momentos consecutivos de Sigfried. As primeiras são um movimento de uma sinfonia e uma peça para piano, tocada pelo grande Glenn Gould.

Repertório

Sinfonia em Mi, allegro com spirito, com a Orquestra da Filadélfia, sob a regência de Wolfgang Sawallisch.

Die Meistersinger von Nürnberg, prelúdio ao primeiro ato, transcrição para piano de e com Glenn Gould.

“Wohl wusst’ ich hier sie im Gebet zu finden”; e Coro dos peregrinos e “Dies ist ihr Sang”, com a Orquestra e o Coro do Festival de Bayreuth, regidos por Wolfgang Sawallisch, com o barítono Eberhard Waechter e a soprano Anja Silja.

 

Apresentação: Arthur Dapieve

Edição e sonorização: Filipe Di Castro