Dois registros ao vivo de músicas que Elizeth Cardoso não gravou em discos foram localizados no acervo da cantora, no Instituto Moreira Salles. A equipe da coordenadoria de Música encontrou as novidades em duas fitas. A descoberta acontece nas comemorações do centenário da artista, em 16 de julho. Ela morreu há 30 anos, em 7 de maio de 1990.

Em 1971, no primeiro espetáculo que realizou no Canecão, célebre casa de shows do Rio, Elizeth interpreta Quem há de dizer?, samba-canção com a marca inconfundível de Lupicínio Rodrigues (em parceria com Alcides Gonçalves). O acompanhamento é do Regional de Altamiro Carrilho. O show teve direção de Bibi Ferreira.

Na outra fita, uma surpresa maior: em 1986, a Divina, como ficou consagrada, canta Insensato destino, samba que fazia sucesso na onda do então chamado pagode. Almir Guineto lançara no ano anterior a composição de Acyr Marques (irmão de Arlindo Cruz), Chiquinho e Maurício Lins. A música entrou no repertório do show Luz e esplendor, homônimo do LP lançado naquele mesmo 1986, com produção de Hermínio Bello de Carvalho. A fita é de uma apresentação na casa noturna carioca Un, Deux, Trois. No acompanhamento de Elizeth estavam, entre outros, Darcy de Paulo (teclados) e Wilson das Neves (bateria).

A partir de agora, o público pode conhecer o acervo da cantora. Vai-se à página de acervos do IMS, clica-se em MÚSICA e, depois, em Coleção Elizeth Cardoso. São 999 imagens, entre fotos, cadernos, cartas, cartões-postais e outros itens. Em breve estarão disponíveis as partituras e o material sonoro do acervo.

Para ouvir Elizeth, um bom caminho é visitar o site Discografia Brasileira, do IMS, no qual há cem gravações dela. No site estão publicações comemorativas do centenário.

A Rádio Batuta preparou a playlist Elizeth e amigos.

 

Repertório

Quem há de dizer? (Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves)

Insensato destino (Acyr Marques, Chiquinho e Maurício Lins)