Luiz Carlos Baptista, o Luiz Carlos da Vila, morreu cedo, aos 59 anos (em 2008), antes de ser devidamente reconhecido como um dos grandes compositores brasileiros, não só do samba. Ele completaria 70 anos em 21 de julho. Para marcar a data, a Batuta pediu a Luiz Antonio Simas e Diogo Cunha, autores do livro Princípio do infinito – Um perfil de Luiz Carlos da Vila, que selecionassem 20 músicas criadas pelo artista. Estão aí sucessos como O show tem que continuar; um samba-enredo inesquecível, Kizomba, festa da raça; sambas sobre lugares e personagens fundamentais do samba, casos de O sonho não acabou e Doce refúgio; e outras composições que o ouvinte pode conhecer sem saber que ele está entre os autores, como Por um dia de graça e Sem endereço. Tem até rock na lista. Vale lembrar que ele também era chamado de Luiz Carlos das Vilas: da Vila da Penha, seu bairro de origem, e da Vila Isabel, em cuja escola de samba fez história.

Repertório

O sonho não acabou (Luiz Carlos da Vila) – Beth Carvalho, 1980

A graça do mundo (Luiz Carlos da Vila) – Luiz Carlos da Vila, 1981

Doce refúgio (Luiz Carlos da Vila) – Fundo de Quintal, 1981

Graça divina (Martinho da Vila e Luiz Carlos da Vila) – Martinho da Vila, 1981

Relembrando (Luiz Carlos da Vila) – Nara Leão, 1983

Artigo esgotado (Luiz Carlos da Vila) – Mussum, 1983

Por um dia de graça (Luiz Carlos da Vila) – Simone e Neguinho da Beija-Flor, 1984

Quando o Natal caiu numa sexta-feira (Luiz Carlos da Vila) – Luiz Carlos da Vila, 1984

Arco-íris (Sombrinha e Luiz Carlos da Vila) – Beth Carvalho, 1985

Sem endereço (Arlindo Cruz e Luiz Carlos da Vila) – Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz, 1987

Kizomba, festa da raça (Luiz Carlos da Vila, Jonas e Rodolpho) – Gera, bateria e coro, 1988

O show tem que continuar (Arlindo Cruz, Sombrinha e Luiz Carlos da Vila) – Fundo de Quintal, 1988

A luz do vencedor (Candeia e Luiz Carlos da Vila) – Luiz Carlos da Vila, 1998

Samba que nem Rita à Dora (Luiz Carlos da Vila e Jane) – Seu Jorge, 2001

Princípio do infinito (Cláudio Jorge e Luiz Carlos da Vila) – Cláudio Jorge e Luiz Carlos da Vila, 2001

É a vida (Peninha e Luiz Carlos da Vila) – Barão Vermelho, 2004

Então, leva (Luiz Carlos da Vila e Bira da Vila) – Zeca Pagodinho, 2008

Oitava cor (Luiz Carlos da Vila, Sombra e Sombrinha) – Moyseis Marques, 2009

Cabô, meu pai (Moacyr Luz, Aldir Blanc e Luiz Carlos da Vila) – Moacyr Luz, Samba do Trabalhador e Rildo Hora, 2013

Nas veias do Brasil (Luiz Carlos da Vila) – Dorina, 2013

 

Seleção: Luiz Antonio Simas e Diogo Cunha

Edição: Filipe Di Castro