Em meados dos anos 1960, músicos de estúdio do Rio resolveram aproveitar que estavam sempre juntos, gravando com cantores, e fizeram seus próprios discos. Eles inventavam nomes para esses grupos e gravavam LPs que, na maioria das vezes, ficavam como produções únicas. Boa parte dessa produção era feita pelo selo Plaza Discos, dirigido por Henrique Gandelman, pai do saxofonista Leo Gandelman.
Leo esteve no estúdio da Rádio Batuta e contou a Joaquim Ferreira dos Santos como eram feitos esses discos, assinados por grupos como Bossa Brass, Saxsambistas Brasileiros e outros. Os grupos jamais se apresentavam em público. Era no tempo em que disco vendia, e os músicos recolhiam esses direitos. Esses discos, raríssimos, cultuados em butiques, boates e restaurantes descolados da Europa, estão sendo reeditados pela primeira vez em CD pela Discobertas. São de alta qualidade musical. Ao contrário dos discos de bossa nova, são voltados em primeiro lugar para a dança. Balançam, são alegres e mantêm ainda hoje o frescor daquele período.

Repertório

Vivo sonhando (Antonio Carlos Jobim) – Bossa Brass

Água de beber (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes) – Bossa Brass

Telecoteco nº 2 (Nelsinho e Oldemar Magalhães) – Os Saxsambistas brasileiros

Samba de uma nota só (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça) – Os Saxsambistas brasileiros

Se é tarde me perdoa (Carlos Lyra e Ronaldo Bôscoli) – Conjunto Masterplay

O barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) – Conjunto Masterplay

Era bom (Hianto de Almeida e Macedo Netto) – Moderna Orquestra do Samba

Devagar com a louça (Luiz Reis e Haroldo Barbosa) – Moderna Orquestra do Samba

 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro