A potiguar Ademilde Fonseca (1921-2012) cantava sambas e emboladas com uma rapidez única, capaz de metralhar centenas de palavras dentro de um ritmo alucinante, mas sempre com dicção e afinação perfeitas. Doce melodia é um choro suave, embora carregado da malícia ingênua da época de sua gravação, em 1952. De autoria de Luiz Antônio e Abel Ferreira, foi interpretado com o próprio Abel acompanhando Ademilde na flauta. A orquestra é regida pelo maestro Guio de Morais.

 

Seleção e texto: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Luiz Fernando Vianna