A carioca Virgínia Lane (1920-2014) já era uma cantora conhecida, de rádio, disco e cassinos, quando em 1948 estreou como vedete à frente da revista Um milhão de mulheres, na Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro.  Passou imediatamente a ser a “Vedete do Brasil”. Embora continuasse cantando, nunca mais o fez sem as pernas de fora. Tinha a voz pequena, mas agradável, e em suas interpretações procurou um repertório em que pudesse carregar na malícia inerente a toda vedete. Em Listinha de Natal, um pedido cheio de picardia ao bom velhinho, ela chega a simular voz infantil para se mostrar mais convincente. O fox, de Jorge Henrique e Índia, foi lançado para as festas de fim de ano de 1956.

 

Seleção e texto: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro