Ao nascer, o pernambucano Bezerra da Silva não tinha onde cair morto. Viveu até adulto sem certidão. Quando precisou de uma, inventou que nascera num 23 de fevereiro. Sendo assim, teria completado 90 anos agora. Joaquim Ferreira dos Santos diz, em sua nova crônica, que o sambista foi uma espécie de Bob Dylan dos pobres. Firmou-se como cronista de morros que não ficavam pertinho do céu, como se cantava no passado, mas do inferno da violência policial e outras mazelas.

As crônicas de Joaquim Ferreira dos Santos também podem ser ouvidas no canal de podcasts Rádio Batuta. Baixe o app na loja de sua preferência (como App Store e Google Play).

Texto e locução: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro