Domingo, de 1967, o primeiro disco de Gal Costa, em companhia do também estreante Caetano Veloso, é filho direto da bossa nova, com a artista emulando o canto suave de João Gilberto. Já em 1969, ela assume uma porção roqueira radical, com a explosão de gritos na apresentação de Divino maravilhoso no festival da TV Record. Assim ela tocaria o resto de sua carreira em cerca de 40 discos (de estúdio e ao vivo), com títulos em que brinca com a sonoridade de seu nome (“Fa-tal”, “Plural”, “Tropical”). Metade diva, cantando os mais respeitáveis cânones da música brasileira, e outra metade roqueira (ou pop, ou vanguarda, ou funkeira, ou experimental). Gal está fazendo 73 anos neste 26 de setembro, na mesma semana em que lança um novo CD (A pele do futuro) com os elementos básicos de sua carreira, apresentando músicas que circulam entre o tradicional e o pop. Esta playlist, “Gal jovial”, de Joaquim Ferreira dos Santos, privilegia a segunda faceta. É a Gal Costa roqueira (Dê um rolê), funkeira (Neguinho) ou das pistas de dança (Sublime), uma artista eternamente atrás das novidades e se renovando para diferentes gerações.

Repertório

Dê um rolê (Moraes Moreira e Galvão)  – Gal Costa

Cartão postal (Rita Lee e Paulo Coelho) – Gal Costa

Sem medo nem esperança (Arthur Nogueira e Antônio Cicero) – Gal Costa

Cara do mundo (Caetano Veloso) – Gal Costa

Sublime (Dani Black) – Gal Costa

O revólver do meu sonho (Frejat, Waly Salomão e Gilberto Gil) –  Gal Costa

Vaca profana (Caetano Veloso) – Gal Costa

Cinema Olympia (Caetano Veloso) – Gal Costa

Se você pensa (Roberto Carlos e Erasmo Carlos) – Gal Costa

Miami maculelê (Caetano Veloso) – Gal Costa

Neguinho (Zeca Veloso e Caetano Veloso) – Gal Costa

 

Roteiro: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro