O jornalista Lira Neto, que está lançando o terceiro e último volume da sua biografia de Getúlio Vargas, agora abarcando o período de 1945 a 1954, fez uma playlist especialmente para a Rádio Batuta. São dez músicas, todas tratando, com crítica ou reverência, da figura do político. A primeira é de 1931, G-E-Gê (Seu Getúlio), de Lamartine Babo, com Almirante e o Bando dos Tangarás. A última, cinco décadas depois, Dr. Getúlio, é de Edu Lobo e Chico Buarque. Um dos destaques é Ele disse, de Edgar Ferreira, na voz de Jackson do Pandeiro. O baião, que já esteve no repertório de show de Caetano Veloso, é basicamente a transcrição da carta testamento de Getúlio. A mais conhecida de todas é, sem dúvida, a marchinha de Haroldo Lobo e Marino Pinto: Retrato do velho foi a grande vencedora do carnaval de 1951 e narra a volta, no ano anterior, do caudilho gaúcho ao poder, agora como democrata. Também de carnaval, mas samba enredo, é O grande presidente, de Osvaldo Vitalino de Oliveira, o Padeirinho. Na versão que apresentamos está na voz de Beth Carvalho, numa gravação de 1989. Originalmente, o samba serviu ao desfile da Mangueira de 1956.

Músicas

G-E-Gê (Seu Getúlio) (Lamartine Babo) – Almirante e o Bando dos Tangarás. 1931

A menina presidência (Nássara/Cristóvão de Alencar) – Silvio Caldas. 1937

Gegê (Claribalte Passos/Antonio Valentim dos Santos) – Marion. 1950

Ai, Gegê (João de Barro/José Maria de Abreu) – Jorge Goulart. 1950

Retrato do velho (Haroldo Lobo/Marino Pinto) – Francisco Alves. 1951

Se eu fosse o Getúlio (Roberto Roberti) – Nelson Gonçalves. 1954

Ele disse (Edgar Ferreira) – Jackson do Pandeiro, 1956

O grande presidente (Osvaldo Vitalino de Oliveira, o Padeirinho) – Beth Carvalho.1956 (ano da composição)

Hino a Getúlio Vargas (João de Barro) – Gilberto Milfont. 1958

Dr. Getúlio (Edu Lobo/Chico Buarque) – Simone. 1983

 

Seleção: Lira Neto

Produção: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição e sonorização: Filipe Di Castro