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Em meio a biscates, subempregos e alguns golpes, jovens do bairro do Estácio de Sá, no Rio de Janeiro, criaram o samba urbano. Mas ninguém saberia disso se, naquela virada da década de 1920 para a de 1930, não estivesse surgindo uma indústria da música no país. Foi para gravar discos em 78 rotações por minuto e para tocar nas recém-criadas rádios que cantores foram buscar matéria-prima nas fontes: Estácio, Mangueira, Madureira. À frente das visitas, dois dos maiores intérpretes da época: Francisco Alves e Mario Reis. João Máximo também destaca a importância de Pixinguinha como arranjador.

Mais músicas lançadas em discos em 78 rotações por minuto estão no site Discografia Brasileira, do Instituto Moreira Salles.

Repertório

Carinhoso (Pixinguinha) – Orquestra Victor Brasileira – 1929

Gavião calçudo (Pixinguinha) – Patrício Teixeira e Orquestra Típica Pixinguinha-Donga – 1929

Jura (Sinhô) – Mario Reis – 1928

Me faz carinhos (Ismael Silva e Francisco Alves) – Francisco Alves – 1928

A malandragem (Bide) – Francisco Alves – 1928

Amor de malandro (Francisco Alves, Freire Júnior e Ismael Silva) – Francisco Alves – 1929

Novo amor (Ismael Silva) – Mario Reis – 1928

Deixa essa mulher chorar (Brancura e Maciste da Mangueira) – Francisco Alves e Mario Reis – 1930

Se você jurar (Ismael Silva, Nílton Bastos e Francisco Alves) – Francisco Alves e Mario Reis – 1931

Quem espera sempre alcança (Paulo da Portela) – Mario Reis – 1931

Que infeliz sorte (Cartola) – Francisco Alves – 1929

Quá quá quá (Gradim) – Francisco Alves e Mario Reis – 1930

Vivo deste amor (Bide e Marçal) – Francisco Alves – 1934

Agora é cinza (Bide e Marçal) – Mario Reis – 1934

 

 

Roteiro e apresentação: João Máximo

Edição: Filipe Di Castro