Poucos artistas conseguiram no Brasil o que Orlando Silva conseguiu entre 1935 e 1942: um enorme sucesso como intéprete refinado, de voz sem igual, e como "cantor das multidões", título que ganhou do radialista Oduvaldo Cozzi por causa das grandes plateias que levava ao delírio. Tudo ruiu rapidadamente por causa do mergulho nas drogas. As dores provocadas por uma cirurgia dentária o fizeram voltar a usar morfina, como nos tempos da amputação de parte do pé esquerdo. Depois vieram a cocaína e a heroína. O preço pago foi a perda da limpidez da voz. 

Músicas

A última canção (Guilherme Pereira) – 1937

Lágrimas de Rosa (Dante Santoro e Kid Pepe) – 1937

Balalaica (Georges Moran) – 1938

Apoteose do amor (Cândido das Neves [Índio]) – 1935

Coqueiro velho (José Marcílio e Fernando Filho) – 1940

Como tu, ninguém (Georges Moran e Manuel da Nóbrega) – 1939

Uma dor e uma saudade (Zé Pretinho e Reis Saint-Clair) – 1939

Adeus (Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar) – 1938

 

Concepção, roteiro e apresentação: João Máximo

Edição e sonorização: Filipe Di Castro