A tradição musical americana nasce, na virada do século XIX para o XX, do choque entre a cultura europeia e os sons e vozes dos negros, livres da escravidão apenas poucas décadas antes. No segundo episódio da série O som da rebeldia, Roberto Muggiati detalha a longa e dolorosa série de canções feitas contra a segregação racial e a violência contra os negros. Paul Robeson, um dos mais engajados artistas negros americanos, disse: "O artista tem de tomar partido. Deve escolher lutar pela liberdade ou pela escravidão. Eu fiz a minha escolha". Robert Johnson, Billie Holiday, Charles Mingus e outros grandes artistas do blues, do jazz e do folk (inclusive brancos) estão neste programa.

Roteiro

Abertura do capítulo

It ain't nobody's business (Porter Grainger e Everett Robbins) – Bessie Smith 

Me and the devil blues (Robert Johnson) – Robert Johnson

Bourgeois blues (Leadbelly) – Leadbelly

Ol' man river (Jerome Kern e Oscar Hammerstein II) – Paul Robeson

No more auction block (Gustavus Pike) – Odetta

One meat ball (Josh White) – Josh White

Bring me my shotgun (Lightinin' Hopkins) – Lightinin' Hopkins

Do re mi (Woody Guthrie) – Woody Guthrie 

Sixteen tons (Merle Travis) – Tennessee Ernie Ford 

Black and blue (Fats Waller e Andy Razaf) – Louis Armstrong

Strange fruit (Danny Mendelsohn, Sonny White e Abel Meeropol) – Billie Holiday  

Come sunday (Duke Ellington) – Mahalia Jackson 

Poor boy's blues (Champion Jack Dupree) – Champion Jack Dupree e King Curtis

Manteca (I’ll never go back to Georgia) (Dizzy Gillespie, Chano Pozo e Gil Fuller) – Dizzy Gillespie

Original Faubus fables (Charles Mingus) – Charles Mingus

Let's misbehave (Cole Porter) – Phil Saxe & Chorus

Let's get lost (Jimmy McHugh e Frank Loesser) – Chet Baker

 

Concepção, roteiro e apresentação: Roberto Muggiati

Edição e sonorização: Filipe Di Castro