Antônio Maria, cujo centenário é comemorado em 17 de março de 2021, tem seu nome, na maioria das vezes, associado ao samba-canção, autor que foi de Ninguém me ama, O amor e a rosa, Suas mãos e uma dezena de outros clássicos. O pernambucano percorreu também outros ritmos. Neste programa, Joaquim Ferreira dos Santos, biógrafo de Antônio Maria, apresenta 12 canções em que o compositor deixa de lado o amor frustrado de suas músicas mais conhecidas e assina polca, frevo, marchinha de carnaval, valsa e samba sacudido – todos carregados de exuberante alegria. Na abertura do programa, nada menos que um dobrado de banda de pracinha feito na companhia de Vinicius de Moraes, numa declaração de amor à São Paulo que tanto amavam. É um roteiro musical surpreendente. Que tal um mambo de Antônio Maria cantado por Emilinha Borba? Todas as gravações estão no site Discografia Brasileira, do IMS.

Repertório

Dobrado de amor a São Paulo (Antônio Maria e Vinicius de Moraes) – Aracy de Almeida

Ai, que medo! (Ismael Netto e Antônio Maria) – Emilinha Borba

Vou pra Paris (Antônio Maria e Fernando Lobo) – Hebe Camargo

Frevo nº 1 do Recife (Antônio Maria) – Trio de Ouro

Frevo nº 2 do Recife (Antônio Maria) – Luiz Bandeira

A noite é grande (Antônio Maria e Fernando Lobo) – Heleninha Costa

Cajueiro doce (Antônio Maria e Manezinho Araújo) – Violeta Cavalcanti

Meu contrabaixo (Antônio Maria e Zé da Zilda) – Zé e Zilda

Amor brejeiro (Yvon Allain e P. Saka, versão de Antônio Maria) – Heleninha Costa

Parceria (Ismael Netto e Antônio Maria) – Os Cariocas

Samba do Orfeu (Luiz Bonfá e Antônio Maria) – Pery Ribeiro

Amor de janela (Antônio Maria e Pernambuco) – Paulo César

 

Roteiro e apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos

Edição: Filipe Di Castro