“O mundo não é só uma constatação, ele é uma possibilidade”, afirmou o líder indígena, ambientalista e escritor Ailton Krenak na Casa do IMS. Ele e a antropóloga Aparecida Vilaça destacaram, na mesa “Diante do fim do mundo”, os aprendizados que os povos indígenas oferecem a quem está presente na vida deles. Aparecida, autora de Paletó e eu – Memórias de meu pai indígena (Todavia), relatou no encontro sua convivência com o homem do povo wari que a adotou como filha. Ailton falou da importância da convivência com o outro e da diversidade, que estão entre suas Ideias para adiar o fim do mundo, título de seu livro mais recente.

Foi impossível, porém, alertar para o perigo que os grupos indígenas correm no governo Bolsonaro. Ailton chegou a falar do risco de novos genocídios, como o que ocorreu no passado com os Yanomami, cuja vida foi retratada pela fotógrafa Claudia Andujar. A mediação da conversa foi de Ricardo Teperman, editor da Companhia das Letras.